domingo, 19 de setembro de 2010

O tal creme da celulite

Por Tim

Minha sogra só me coloca em furada quando o assunto é comprar coisas para ela. Há um tempo atrás nós (Fadua e eu) fazíamos as compras para ela no supermercado. E foi bem numa fase que ela só se alimentava de porcarias (salgadinhos, bolachas recheadas, etc.). Quem empurrava o carrinho era este que vos fala que, como vocês sabem, possui uma forma mais rechonchuda. Pensando nisso, quando você vê alguém do meu tamanho com um carrinho cheio de porcarias pensa o quê? “Putz, o cara tá gordo pra caramba e tá comendo essas coisas”. O olhar das crianças para o nosso carrinho era uma coisa impressionante. Elas simplesmente não piscavam e os olhos brilhavam com aquela mensagem: “Me adotem!”. Algumas vezes, eu entregava mesmo. Saía pelo corredor falando alto com a Fadua: “Pombas, a tua mãe só come porcaria!”. Para ver se mudava a impressão das pessoas.

Muito bem! Dessa vez, minha sogra disse que, há uns anos atrás, uma amiga da praia que era casada com um alemão fez propaganda de um tal creme para celulites. Disse que era coisa boa mesmo! Como nós fomos para a Alemanha, adivinhem? Ela pediu para procurarmos e comprarmos caso nossa busca lograsse êxito. Mais uma furada! E o gordinho miúdo junto. Entramos na primeira farmácia e a Fadua pediu o tal negócio. Não tinha. Fomos na segunda, nada! Saímos e fiquei pensando e comentei com a Fadua: essas vendedoras devem achar que a bola de celulite aqui (este que vos fala) fica te forçando a entrar nos lugares e pedir o tal creme para disfarçar. Ela riu. E eu completei: “É! Tua mãe só me coloca em furada mesmo”. Eu que fico passando vergonha. Quero deixar claro que, mesmo gordinho, não tenho celulites.

Vamos ver qual será o próximo desejo da sogrinha. Prometo que conto a próxima cilada.

All You Can Eat! (O japa alemão)

Por Tim

Aqueles que já viram nossas fotos no facebook ou no orkut perceberam que, num determinado dia, resolvemos jantar num restaurante japonês em Frankfurt. Durante uma de nossas caminhadas, enquanto procurávamos algo para comer, fomos atraídos por um cartaz com os seguintes dizeres: All you can eat! (Tudo o que você aguentar comer).
Ficamos animados porque gostamos bastante de comida japonesa. Entramos. Sentamos. E verificamos que a comida que queríamos ficava num bufê ao lado do sushiman que ficava preparando os sushis e sashimis.

Na Europa é difícil encontrar algum restaurante com sistema de rodízio, embora nesse “pudesse” comer o que aguentasse. Pedimos a bebida e fomos pegar a comida. Eu fui primeiro pois, para variar, era o mais faminto. Cheguei próximo do bufê, peguei o prato, e comecei o serviço. Para minha decepção, já não tinha quase mais nada das coisas que eu costumo comer num restaurante japonês. Peguei quase tudo o que tinha e fui sentar. Comi. Rápido porque não tinha muito. E voltei. O sushiman (um coroa japa mal encarado) já começou a me observar. Tinha outras opções no restaurante como de comida chinesa, quentes, mas estávamos ali por causa dos sushis e sashimis. Voltei pra mesa e comi. E fiquei nessa de idas e vindas, afinal o esquema era “all you can eat” e vocês sabem que precisa de um pouco mais de comida pra me deixar satisfeito. O problema é que eu acreditei na propaganda e fui comendo. Na terceira ou quarta vez que fui o sushiman ficou me encarando do tipo: “você só se alimenta disso? Isso aí não é feijão pra ficar comendo igual um condenado”. Eu encarei ele e fiquei pensando em dizer a ele o que diria se ganhasse na megasena (piada interna) hahahaha. Enfim, ele diminuiu a produção dos sushis e sashimis que já não era grande coisa e saímos dali meio insatisfeitos. E xingando o boiola.

Moral da história: não é só no Brasil que existe propaganda enganosa.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Paris est magnifique!

Já estamos em Paris e está muito difícil escrever no blog. Estamos chegando exaustos, claro, e depois de baixar as fotos do dia e atualizar o facebook, admito que fico com preguiça de escrever aqui também. Mas vamos lá... não posso prometer atualizações diárias, mas alguma coisa vai!

A viagem está maravilhosa! A cidade é linda de praticamente todas as esquinas em que estivemos. Do nada, surge um prédio maravilhoso, uma igreja grandiosa, um palácio, uma praça... e tudo vai ficando cada hora mais lindo.

A Notre Dame é lindíssima!!! Por dentro e por fora. São muitos os detalhes! Dá pra ficar sentado olhando por horas. A Église de la Madeleine impressiona por sua arquitetura diferente (parece um templo romano) e tamanho.

O chafariz da Place de la Concorde é lindo. O Arc de Triomphe também! E a Torre Eiffel, nem se fala! Estivemos lá no sábado, debaixo do maior sol. Não subimos ainda. Mas a ideia é ir num fim de tarde para pegar o anoitecer lá em cima.

O Louvre e o Jardin des Tuilleries também são sensacionais! Andamos por 4 horas no Louvre e, claro, não vimos tudo. Lá o que gostei mais foram os apartamentos de Napoleão. Tem um salão e uma sala de jantar de tirar o fôlego.


As casas de doces e chocolates também deixam a pessoa atordoada. Fomos apenas numa mais discreta, a Foucher. Mas vou provar o macarron do Ladurée, comprar uma caixa fofa da Cure Gourmande, uma trufa do Fauchon e um pain au chocolat do Paul. Vamos ver o estrago na balança depois. E olha que consegui emagrecer 3 quilos com a dieta pré-férias!

Já comprei tb meus carambar, caramelos de infância. É tanta coisa, que ainda nem provei pra ver se o gosto ainda é o mesmo. Ou se corresponde à lembrança que tenho na memória.

Na seção guloseimas, provamos o sorvete Berthillon, na Île Saint Louis, num domingo de sol. Bom demais!

Outra coisa que notamos é como os franceses são soltinhos nos parques. É muito comum ver casais aos beijos e amassos na grama. Com crianças pequenas e tudo por perto! E os pais nem cobrem os olhos delas. Hahahaha.

Agora, em três dias, os pés estão um bagaço. Para amenizar um pouco, bus e metrô.
Os onibus são bem direitinhos. No ponto, tem um painel com o número dele e em quanto tempo ele chegará ali. E funciona. O metrô é mais antigo, mais sujo, mas é muito bom. Na volta pra casa, já exausta, de onde vc estiver, pode chegar em outro ponto. Basta ir fazendo as trocas de linhas no meio do percurso. E, super rapidamente estamos na rua de nossa hospedagem. O único problema é, eventualmente, o cêcê da francesada.

Outra coisa interessante é que, nos bistrôs e brasseries, as cadeiras das mesas que ficam nas calçadas, ficam todas viradas para a rua. Você passa e tem um paredão de gente sentada em cadeiras na calçada, olhando o movimento. É engraçado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Frankfurt - parte 2




Ontem decidimos que íamos acordar um pouco mais tarde hoje para compensar o cansaço devido ao fuso. Quem disse? Às 7h estávamos de pé. Muito bem! Partimos para a rua antes das 9h e, claro, estava quase tudo fechado e havia poucas pessoas circulando ainda. Caminhamos em direção às igrejas, museus e teatros. Passamos pelo o que eles chamam aqui de Mainhattan e por shoppings e galerias. Um shopping, o Zeil, chamou minha atenção pelo teto futurista. A escada rolante principal leva diretamente para o quarto andar. É escada que não acaba mais. Bem prático! Ah! Não resisti e comprei um casaco lindo por um preço que considero ótimo na Kult, uma loja estilo H&M (que aliàs tem aos montes por aqui - só hoje entrei em duas).




Depois de muito andar, já de tarde, almoçamos num fast food turco. Tava bem bom!

Começou a chover e viemos para o hotel. Descansamos um pouco e saimos de novo mais tarde para caminhar pelas ruas. Tenho que aproveitar o frio pra usar meus cachecóis. Eles ficam muito tempo presos nas gavetas, tadinhos. To levando cada um pra passear um dia.

De noite, jantamos num japonês, estilo all you can eat em um bufê. A comida tava gostosa. Mas o esquema de rodízio no Brasil é bem mais interessante. Tem muito mais opções. No entanto, neste aqui, tinha também opções de pratos chineses. Provei um pouquinho de um porco com molho apimentado, que tá me fazendo beber água até agora! hahahah!

Bom... amanhã partimos para Paris! Uhuuuuuul!!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Frankfurt - Parte 1


Tim na HauptBahnHoff de Frankfurt

Nosso voo atrasou, estamos exaustos, mas chegamos. Estamos em Frankfurt, na Alemanha! Já era de tarde quando saimos do avião. Na imigração, o moço só deu bom dia e olhe lá. Pegamos nossas malas e compramos as passagens de trem. Dentro do aeroporto tem uma estação de trem (3,80 Euros para cada um) que leva até a Hauptbahnhoff, a estação principal de Frankfurt. Entramos no trem e em 15 minutos no máximo estávamos na estação. Saímos de lá e demos de cara com o hotel. Sensacional.

Fizemos check in, deixamos as malas e fomos bater perna. A essa altura, o desespero que sentíamos no avião que não chegava nunca foi embora. Fomos procurar algo para comer. Parte complicada: entender os cardápios! Demos preferência aos lugares que tinham fotos ao lado dos nomes dos pratos. Mesmo assim, foi difícil.

Amanhã, vamos aproveitar mais, até porque anoitece tarde por aqui.

Claro que já andei sondando algumas guloseimas locais. Tem um chocolate quadrinho, que vem em muitos sabores diferentes, que já está na minha lista do que levar para comer em casa!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Contagem regressiva musical!

No facebook, estou fazendo uma contagem regressiva musical para a viagem! Uma seleção de canções francesas para já ir entrando no clima da Cidade Luz. Bom. O problema agora é controlar a ansiedade! To uma pilha! E pra completar, to ameaçando ficar resfriada! Tomara que passe logo!

domingo, 29 de agosto de 2010

Acabou o plantão, hora de mapear!

Ufa! Exausta!
A gente sabe que a idade tá chegando quando o plantão desgasta mais do que antes. Ou então, isso quer dizer que você está precisando urgentemente de férias! Acho que no meu caso é um pouco dos dois!

Bom. Agora vou fazer meu homework e depois cair dentro dos meus mapas ao som de Edith Piaf para entrar bem no clima!

Tá chegando!!